Cidades Históricas

    Procurei dividir um pouco os temas apresentados sobre as cidades, de forma que os principais são "Histórico", "Atrações", "Onde comemos" e "Onde dormimos". Vamos então ao índice de cidades e ao mapa de quilometragens.

Sabará

Ouro Preto

Congonhas

Mariana

Tiradentes

São João del Rei

São Thomé das Letras

    Se quiser seguir nosso roteiro através de fotos, clique  para acessar nosso álbum de fotos.

    Antes dos relatos das cidades, coloco um pequeno mapa de quilometragens para se ter uma noção melhor do roteiro seguido. A cidade de São Thomé das Letras, obviamente, não pertence ao roteiro das cidades históricas. Mas ela foi incluída tanto por sua beleza natural e pela curiosidade gerada por seu misticismo, como por estar localizada numa posição intermediária no nosso trajeto, servindo de parada.

    Alguns comentários que posso destacar estão relacionados ao grande assédio de guias. Eles te abordam nas ruas, tirando fotos, dentro das igrejas, se tornando incômodo. Para quem passar por todas as cidades históricas, torna-se estressante. Em geral são pessoas despreparadas, que apenas decoram os guias da cidade. Estávamos descansando na praça de uma das cidades, antes de prosseguirmos viagem, e quando já estávamos no carro de partida, o rapaz veio nos abordar batendo no vidro do carro. Ele disse que estava nos observando há tempos. Isso logicamente não é legal de se ouvir, muito menos para um turista. No final acabamos conhecendo o interior de uma outra atração, mas tivemos que morrer com a grana com o suposto guia. J Outro fato interessante foi o que aconteceu em Ouro Preto. Queríamos sair da cidade mas estávamos perdidões no meio daquelas ladeiras super íngremes e sinuosas, e daquele emaranhado de ruas estreitas. E o pior, sempre que precisávamos de uma delas, era contra-mão. Argh! J  Ficamos muito estressados e quando finalmente consegui chegar à praça central, ficamos confundidos para achar o caminho do qual viemos. Estava lá eu, já me dirigindo para a via errada, ou seja, contra-mão. Nesse meio tempo um desses guias batia no vidro do meu carro sem parar. Achávamos que ele queria se oferecer como guia e o Thomas só repetia: "Não, obrigado!". Como eu estava entretida com a bagunça do trânsito, só fui perceber depois que o rapaz insistiu muito. Foi então que ouvi ele dizendo: "Aí é contra-mão!" Que comédia! É aquela velha história de que quando alguma coisa se repete da mesma forma por diversas vezes, você a toma por subentendido. Perguntei então a ele como fazia pra sair da cidade e saí de fininho. J 

 

 

 

Sabará

Histórico

    Sabará tem uma história de lutas e participações, contribuindo para a formação cultural das Minas Gerais. Como relata o historiador Prof. Zoroastro Vianna Passos, já em 1555, senão antes, na viagem de Spinosa, os baianos vieram aos sertões de Sabará. Em 1675 chegaram os desbravadores. Em 1702, o Arraial da Barra do Sabará, surgido próximo à Roça Grande, era considerado o mais populoso de Minas Gerais. A Paróquia foi instituída em 1701. Em 17 de julho de 1711 foi elevada a Villa Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. Em 1714 foi transformada na Sede da Comarca do Rio das Velhas. Em 06 de Março de 1838, foi elevada à categoria de Município.

    A cidade possui um rico acervo formado por igrejas, capelas, chafarizes, sobrados, casarões do século XVIII e um grande patrimônio natural.

 

 

Atrações

    Serão enumeradas abaixo as principais atrações turísticas da cidade de Sabará, com uma breve descrição das mesmas. Visitamos as oito primeiras atrações e as considero as mais importantes.

Todas as igrejas possuem horário de almoço, em geral das 12:00 às 13:00 horas.
* Com exceção destas duas igrejas, todas as outras atrações podem ser visitadas à pé.

Igreja nossa Senhora do Ó * Igreja Nossa Senhora do Rosário

Essa igreja é considerada como uma das Jóias do Barroco e, para quem tem interesse em arte barroca, de visita obrigatória. Sua aparência externa, bem simples, contrasta com a opulência interna.
Erigida em 1717, a igreja mostra talha representativa da primeira fase do Barroco Mineiro. No trono do altar está a imagem de Nossa Senhora da Expectação do Parto.

Importante monumento, é um testemunho da fé do negro escravo. Impedidos de freqüentar as igrejas de grande beleza construídas por seu senhorio, os escravos decidiram construir para eles, em 1768, uma grande igreja. Assim, esta foi erigida pela Irmandade dos Homens Pretos da Barra do Sabará no local onde havia, em 1713, uma pequena capela em madeira. Sua nave ficou inacabada em virtude da Abolição da Escravatura de 1888.
Ali há o Museu de Arte Sacra e o Chafariz do Rosário, datado de 1752.

Localização: Largo da Nossa Senhora do Ó - Siderúrgica
Visitação: Terça à Domingo, das 09 às 17:30 h
Localização: Praça Melo Viana - Centro
Visitação: Terça à Domingo, das 09 às 17:30 h

Conjunto Arquitetônico da Rua D. Pedro II Teatro Municipal

O mais importante conjunto arquitetônico do século XVIII de Sabará, destacando-se o Solar do Padre Corrêa, a Casa Azul, o prédio da Biblioteca e o Teatro Municipal.

Antiga Casa da Ópera, construída em 1819, em estilo inglês. É o segundo teatro mais antigo do Brasil. Foi visitado em 1831 por D. Pedro I e em 1881 por D. Pedro II.
Possui uma excelente acústica e com seus camarotes em três galerias, está em pleno funcionamento.

Localização: Rua D. Pedro II - Centro
Localização: Rua D. Pedro II - Centro
Visitação: Terça à Domingo, das 08 às 18:00 h

Igreja Nossa Senhora da Conceição * Igreja Nossa Senhora do Carmo

Erigida entre 1701 e 1710, possui talha representativa da primeira e segunda fases do Barroco Mineiro. A paróquia foi instituída em 1701. Os destaques ficam com os altares laterais - apresentando motivos chineses -, os púlpitos em madeira e a capela mortuária.

A igreja de Nossa Senhora do Carmo apresenta obras em estilo Rococó, com trabalhos do Mestre Aleijadinho - o coro (pias de água benta, colunas e talhas), os púlpitos e as imagens nos altares laterais de São Simão Stock e São João da Cruz -, Thiago Moreira, Francisco Vieira Servas e Joaquim Gonçalves Rocha.
O pequeno cemitério em frente à esta igreja também possui uma disposição bastante interessante.

Localização: Praça Getúlio Vargas - Siderúrgica
Visitação: Terça à Domingo, das 09 às 17:30 h
Localização: Rua do Carmo - Centro
Visitação: Terça à Domingo, das 09 às 17:30 h

Chafariz do Kaquende Museu do Ouro

Chafariz famoso em Minas Gerais, apresenta até uma lenda de que quem beber de sua água sempre retornará à cidade de Sabará. Sua construção data de 1757. Aqui, como no Rosário, as armas portuguesas foram arrancadas por ocasião da Independência.

Antiga Casa de Fundação e Intendência, construída na primeira metade do século XVIII (1735/1833). Neste local se aplicava a Lei do Quinto. Possui em exposição livros, instrumentos e mobiliário da época do Ciclo do Ouro.

Localização: Rua São Pedro - Centro
Localização: Rua Intendência - Centro
Visitação: Terça à Domingo, das 12 às 17:30 h

Solar do Padre Corrêa Igreja de Sant'Ana

Construção de 1773, pertenceu ao Padre José Corrêa da Silva. Em algumas salas, o teto ainda apresenta pinturas alusivas à sua utilização original. Possui capela interna, em estilo Rococó - obra de Francisco Vieira Servas. Atualmente a Prefeitura Municipal de Sabará funciona no prédio.

Construída na primeira metade do século XVIII à margem do trecho da Estrada Real ligando Sabará à Ouro Preto e Mariana. Seu altar é no melhor estilo D. João V. No adro, há um sino fundido em Sabará com data de 1759.

Localização: Rua D. Pedro II, 200 - Centro
Visitação: Segunda à Sexta, das 12 às 17:00 h
Localização: Rua Antônio Avedanha - Arraial Velho
Visitação: Programada

Igreja de São Francisco de Assis Capela de Santo Antônio do Pompéu

Possui detalhes arquitetônicos diferentes daqueles das construções religiosas locais. Sua construção foi iniciada na primeira metade do século XVIII (1781/1823), pela Arquiconfraria do Cordão de São Francisco dos Homens Pardos de Sabará. A ornamentação interna da igreja é modesta.

Construção datada da primeira metade do século XVIII, possui talha representativa da primeira fase do Barroco Mineiro, idêntica à encontrada na Igreja Nossa Senhora do Ó. Está situada na localidade do Pompéu.

Localização: Largo São Francisco - Centro
Visitação: Terça à Domingo, das 09 às 17:30 h
Localização: Distrito de Mestre Caetano
Visitação: Programada
Igreja Nossa Senhora das Mercês Chafariz da Corte Real
Construção datada do início do século XVIII. Construção datada de 1809.
Localização: Largo das Mercês
Visitação: Externa
Localização: Praça Bueno Brandão

 

Onde Comemos

Recomendo expressamente o Restaurante Sabarabuçu. Possui ambiente agradável e comida por quilo de boa qualidade.

 

Impressões

Nessas andanças da vida, acabamos conhecendo muita gente. Algumas acabam marcando nossas vidas, quer seja pela simpatia, pela atenção, pela excentricidade. Muitos podem ser os motivos, mas o que importa realmente é a impressão que fica em nossas memórias e lembranças. Uma dessas pessoas foi o Sr. Mário Fantini. Estávamos na porta da Igreja Nossa Senhora da Conceição quando o conhecemos. Mais do que um morador da cidade, ele é um poeta local. Ofereceu-nos um poema com uma dedicatória e, por sua gentileza e atenção, presto aqui uma homenagem colocando seu poema. Ele nos explicou que o nome "Alcides" citado no poema é de um homem que por muitos anos foi sineiro da Igreja do Carmo. 

O Sino do Carmo

O sino da Igreja do Carmo
Tem raiva do tempo
O sino da Igreja do Carmo
Persegue o tempo
O sino da Igreja do Carmo
Inventou o tempo

O sino
Sina
Sua
Sina
Em si
Em sol
Em dó
Dores
De aço
Eco - Surdo
Nas mãos
Suadas
Sizudas
Do ALCIDES
Sineiro
Sinando e 
Ensinando
Caminhos
Partidas
Nas idas
E vinda
Pra SÉ
Do SENHOR

O sino da Igreja do Carmo
Tem raiva do tempo
O sino da Igreja do Carmo
Persegue o tempo
O sino da Igreja do Carmo
Inventou o tempo

Mário Fantini  

 

 

 

Ouro Preto

Histórico

Incrustada nas montanhas, Ouro Preto se apresenta como uma cidade repleta de antigos casarões em estilo barroco e construídos com grandes pedras, as quais também caracterizam os calçamentos de suas ruas, com traçados íngremes e sinuosos. Antiga Vila Rica, constituiu-se, em 1720, na sede do governo da capitania de Minas Gerais, recém-separada da capitania de São Paulo. No início do século XIX, foi elevada a capital da província de Minas Gerais, já com o nome de Ouro Preto.

A cidade foi o berço da Inconfidência Mineira, fazendo surgir um mártir, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A praça principal da cidade ostenta a estátua e o nome deste líder que marcou o início da luta pela independência do Brasil frente ao domínio colonialista de Portugal.

As igrejas da cidade são marcadas pelas obras do artista barroco Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A cidade também é berço dos poetas Tomaz Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa.

 

Atrações

Quando for visitar as atrações da cidade, preste muita atenção nos horários, pois muitas fecham para almoço ou abrem apenas após o almoço.

Museus

Dentre os museus, visitamos apenas os dois primeiros, localizados no interior das igrejas. Tivemos que otimizar a visita, feita ao longo de um dia, não sendo possível visitar todas as atrações. Mesmo porque tudo é pago, ficando bem oneroso.

Este museu está situado na igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Ostenta algumas obras do mestre, tais como São Francisco de Paula, de Roca, bem como móveis coloniais, esculturas barrocas e em rococó e utensílios em prata e ouro.

Localização: Praça Antônio Dias
Visitação: Ter à Sab 08:30 às 11:45 h e 13:30 às 17:00 h
Dom 12:00 às 17:00 h

Está localizado no subsolo da Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Exibe as mais diversas imagens e objetos religiosos datados do século XVIII. O destaque fica para uma pequena imagem de cristo crucificado feita em marfim, apresentando detalhes impressionantes para o tamanho da imagem, tais como formas das veias e músculos. Nesse museu acabei aprendendo um pouco mais da história da Santa Bárbara. Muito interessante.

Localização: Praça Monsenhor Castilho Barbosa
Visitação: Ter à Dom 09:00 às 10:45 h e 12:00 às 16:45 h

Construção datada do início do século XVIII (1785/1855), foi a antiga Casa de Câmara e Cadeia. Além de arte sacra e obras de Aleijadinho, o museu exibe tudo acerca do movimento da Inconfidência Mineira. Entre eles estão as sepulturas dos inconfidentes e as supostas traves de madeira utilizadas na forca de Tiradentes. Na sala de documentos da Inconfidência estão objetos pessoais de Tiradentes.

Localização: Praça Tiradentes, 139
Visitação: Ter à Dom 12:00 às 17:30 h

Localizado na Igreja Nossa Senhora do Carmo, exibe as diferentes estilizações de oratórios ao longo dos tempos, desde os de viagem, passando pelos populares, até os eruditos.

Localização: Rua Brigadeiro Musqueira
Visitação: Ter à Sab 13:00 às 16:45 h

Antiga Casa da Moeda e do Fisco, neste local o ouro era pesado e fundido. Este local foi a prisão dos inconfidentes e no museu que abriga atualmente encontram-se objetos e utensílios relacionados ao período de grande opulência na região, o Ciclo do Ouro.

Localização: Rua São José, 12
Visitação: Ter à Sab 12:30 às 17:00 h
Dom 9:00 às 15:00 h

Situado no que foi o antigo Palácio dos Governadores no período de 1741 a 1760, o museu abriga uma grande coleção mineralógica com amostras de pedras vindas do mundo todo.

Localização: Praça Tiradentes
Visitação: Ter à Dom 12:00 às 17:00 h

Como o próprio nome dá a dica, o museu abriga réplicas em miniatura, confeccionadas com material original, de construções que são exemplo da arquitetura brasileira.

Localização: Rua São Gonçalo, 131 (Amarantina)
Visitação: Seg e Qua à Dom 09:00 às 17:30 h

O museu abriga as mais diversas obras do pintor Alberto da Veiga Guignard.

Localização: Rua Conde de Bobadela, 110
Visitação: Ter à Sex 12:00 às 18:00 h
Sab e Dom 9:00 às 15:00 h

Atualmente abriga a Secretaria de Turismo e Cultura. Para quem é marinheiro de primeira viagem na cidade, vale a pena passar primeiro neste local.

Localização: Rua Cláudio Manoel, 61

 

Igrejas

Visitamos apenas as três primeiras igrejas desta lista. Em geral paga-se a entrada em uma igreja e tem-se direito a visitar mais outras duas. Isso se dá especialmente porque as igrejas da cidade pertencem a diferentes dioceses.

Erigida de 1727 a 1746, foi projetada e executada pelo pai de Aleijadinho, Manuel Francisco Lisboa. De visita obrigatória, nela localiza-se o Museu do Aleijadinho e ambas as sepulturas de pai e filho.

Localização: Praça Antônio Dias
Visitação: Ter à Sab 08:30 às 11:45 h e 13:30 às 16:45 h
Dom 12:00 às 16:45 h

Foi construída de 1765 a 1810 e é uma das obras-primas de Aleijadinho, com pinturas de Manoel da Costa Athaide.

Localização: Largo de Coimbra
Visitação: Ter à Dom 08:30 às 11:45 h e 13:30 às 17:00 h

Inaugurada em 1733 é a mais rica igreja em ouro de Minas Gerais e segunda do Brasil. Em seu subsolo encontra-se o Museu de Arte Sacra.

Localização: Praça Monsenhor Castilho Barbosa
Visitação: Ter à Dom 09:00 às 10:45 h e 12:00 às 16:45 h

Igreja construída pelos escravos para que eles a freqüentassem. Foi inaugurada em 1785.

Localização: Largo do Rosário
Visitação: Ter à Dom 13:00 às 16:45 h

Inaugurada em 1766, a igreja, em estilo rococó, possui em sua sacristia pinturas de Manoel da Costa Athaide.

Localização: Rua Brigadeiro Musqueira
Visitação: Ter à Dom 13:00 às 16:45 h

Construída de 1733 a 1745, a igreja possui seu altar executado pelo mestre de Aleijadinho, Francisco Xavier de Brito.

Localização: Largo de Santa Efigênia
Visitação: Ter à Sab 08:30 às 12:00 h e 13:30 às 16:30 h
Dom 09:00 às 12:00 e 13:30 às 16:30 h

Inaugurada por volta de 1704, a igreja possui como diferencial a sua torre separada do corpo da construção.

Localização: Rua Padre Faria
Visitação: Ter à Sab 08:30 às 12:00 h e 13:30 às 16:30 h
Dom 09:00 às 12:00 e 13:30 às 16:30 h

Construída de 1725 a 1755, a igreja apresenta esculturas da primeira fase do barroco mineiro.

Localização: Praça Felipe dos Santos (Cachoeira do Campo)
Visitação: Ter à Sab 14:00 às 19:00 h
Dom 08:00 às 11:00 e 16:30 às 20:00 h

Construída de 1761 a 1797, a igreja apresenta quadros de Manoel da Costa Athaide e frontispício em pedra-sabão referido à Aleijadinho.

Localização: Rua Alvarenga
Visitação: Ter à Sab 13:00 às 17:00 h
Dom 08:00 às 10:00 h

Igreja em estilo rococó construída de 1804 a 1884.

Localização: Ladeira São José
Visitação: Ter à Sab 09:00 às 11:00 h e 13:30 às 16:45 h
Dom 12:00 às 16:45

Inaugurada em 1773, apresenta em sua fachada ornamentos em pedra-sabão executados por Aleijadinho.

Localização: Rua Padre Rolim
Visitação: Ter à Dom 13:00 às 16:45

Capela inaugurada por volta de 1776, está localizada próxima à Matriz Nossa Senhora do Pilar.

Localização: Matriz Nossa Senhora do Pilar
Visitação: externa

Construída de 1743 a 1773, a igreja apresenta o projeto da capela-mor feito por Aleijadinho.

Localização: Rua das Mercês
Visitação: externa

 

Roteiro Ruínas da Mineração

Desativada desde 1888, possui 1.500 m de extensão. Ai nasceu a tradição dos reisados.

Localização: Rua Dom Silvério, 108
Visitação: Seg à Dom 08:00 às 17:00 h

Fundada no início do século XVIII, dela foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro. Suas galerias chegam a 315 metros de extensão e 120 metros de profundidade. Possui um lago natural em seu interior.

Localização: Passagem de Mariana (5 minutos de Ouro Preto, em direção à Mariana)
Visitação: Seg e Ter 09:00 às 17:00 h
Qua a Dom 09:00 às 17:30 h

 

Passeios Ecológicos

 

Onde Comemos

Almoçamos num restaurante de comida self-service por quilo muito agradável e com uma boa variedade de pratos e comidas, o Quinto do Ouro.

 

Onde Dormimos

Por ser a cidade mais divulgada e visitada pelos turistas dentro do roteiro histórico, os custos nela acabam se tornando bem mais altos. Assim, pernoitamos na cidade de Mariana, bem mais barata e com menos riscos de não encontrarmos hotéis lotados. Fomos bem cedinho à Ouro Preto, passando o dia todo na cidade.

 

 

 

Congonhas

Histórico

Congonhas é uma das mais importantes cidades históricas representativas do barroco no Brasil. Ali, Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho, deixou a marca de sua genialidade, com a execução das imagens dos Passos da Paixão e os 12 Profetas, obras-primas da arte barroca brasileira.

Congonhas, cujo nome provém da planta congonha - do tupi "Kô gôi", que significa "o que sustenta, o que alimenta" - é uma das mais antigas cidades de Minas Gerais e nasceu da lavra do Rio Maranhão. A criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Congonhas, em 1734, se confunde com a própria origem do povoado, num tempo em que mineradores portugueses chegaram à região atraídos pela busca do ouro. Entre eles destaca-se Feliciano Mendes que, acometido de grave moléstia, recorreu à proteção do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, prometendo pôr-se a seu serviço durante toda sua vida se recuperasse sua saúde. Alcançada a graça, fincou uma cruz no alto do Morro Maranhão e, vestido como um eremita, passou o resto de sua existência à beira das estradas, recolhendo esmolas dos viajantes para a construção do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Em 1757, foi iniciada a construção do templo. Oito anos após, em 1765, morre Feliciano Mendes, depois de ter tido a alegria de ver sua Igreja em condições de servir de culto, uma vez que já existiam três altares instalados o altar-mor, com a imagem do Cristo Crucificado, vinda de Portugal, e os dois altares laterais (Santo Antônio e São Francisco de Paula). Só no final do século XVIII a obra foi concluída, época em que Aleijadinho, já enfermo e com idade avançada, esculpiu os Passos e os 12 Profetas (1796 a 1805).

 

Atrações

Igrejas

Congonhas tem quatro igrejas na sede do município e duas nos distritos de Lobo Leite e Alto Maranhão. A  Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída pelos escravos no século XVII, é a mais antiga. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1734 e em estilo jesuítico, tem frontispício de Aleijadinho e pinturas dos melhores artistas da época. Sua nave, sem colunas de sustentação, é das maiores do Barroco Mineiro. A Igreja Nossa Senhora da Soledade, em Lobo Leite, e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, no Alto Maranhão, também foram construídas no início do século XVIII. A mais nova é a Igreja Matriz de São José, construída em 1817.

 

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Localização: Praça 7 de Setembro
Visitação: Seg a Sex  08:00 às 11:00 h e 12:00 às 18:00 h
Sab 08:00 às 21:00 h e Dom 07:00 às 20:00 h

Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos
Localização: Praça da Basílica
Visitação: Ter a Dom 06:00 às 18:00 h

Localizada na parte alta da cidade, é a principal igreja de Congonhas e a mais visitada pelos turistas. Tem seu projeto inspirado em dois santuários do norte de Portugal, o Bom Jesus de Matosinhos, no Porto, e o Bom Jesus de Braga, em Braga. Começou a ser construída em 1757 e só foi totalmente concluída em 1790, com o término das obras do adro e escadarias.

Ali se encontra a imagem do Senhor Morto, à frente do altar-mor, motivo da maior peregrinação religiosa de Minas Gerais. A beleza e o grande valor de suas obras, somados às esculturas dos 12 profetas - confeccionados em pedra-sabão - e as 66 figuras dos Passos da Paixão (obra máxima de Aleijadinho) - confeccionadas em madeira de cedro - , fazem deste conjunto a maior expressão do Barroco Brasileiro. Na construção da Basílica trabalharam grandes nomes da época, como o arquiteto Francisco de Lima Cerqueira, autor da capela-mor. Na Basílica se encontram ainda seis relicários executados pelo Aleijadinho e pintados por Manoel da Costa Athaide.

Passos da Paixão

Entre 1796 e 1805, Aleijadinho deixou em Congonhas o que de melhor existe em toda a sua obra. Em 1790, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos já estava totalmente concluído, incluindo o adro da igreja e as escadarias. No entanto, só a partir de 1796 o local ganharia os Passos da Paixão e os Profetas, obras de Aleijadinho que compõe o mais esplêndido conjunto da arte barroca brasileira. Curiosamente, apesar do adro concluído, não foi pela obra dos Profetas e sim pelas imagens dos Passos que Aleijadinho iniciou seu trabalho em Congonhas, com a execução (de 1796 a 1799) das 66 figuras em madeira tipo cedro para as seis capelas: Ceia, Horto, Prisão, Flagelação e Coroação de Espinhos, Cruz-às-Costas e Crucificação.

Profetas

Depois da conclusão das obras dos Passos da Paixão, Aleijadinho e seu atelier iniciavam a execução dos 12 profetas para o adro da Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. De 1800 a 1805, Aleijadinho, mesmo já muito doente, deixou a marca de sua genialidade nas imagens esculpidas em pedra-sabão. A série de profetas de Congonhas é uma das mais completas da iconografia cristã ocidental.

Além dos profetas maiores, figuram oito profetas menores, selecionados na ordem do cânon bíblico. A teologia cristã fixa em 16 o número ideal de profetas. Os quatro maiores profetas, assim chamados pela quantidade de textos proféticos escritos, são Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os 12 profetas menores são Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

No conjunto esculpido por Aleijadinho, além dos quatro maiores, foram incluídos mais oito profetas menores, com a substituição de Miquéias por Baruc, discípulo e secretário de Jeremias, que não integra a lista oficial de profetas, já que seus textos ficaram integrados aos de Jeremias na edição da Vulgata. Aleijadinho não apenas respeitou a ordenação do cânon bíblico para a escolha dos Profetas de Congonhas, como ainda situou-os no adro em posições que se seguem de perto essa disposição. Isaías e Jeremias ocupam os primeiros postos à entrada - toma-se por entrada o início das escadarias, e a ordem dos profetas da esquerda para direita. No espaço intermediário, encontra-se Baruc à esquerda e Ezequiel à direita. Finalmente, alcançando o nível superior, temos nas posições de honra, Daniel e Oséias, seguido imediatamente à direita por Joel. Ocupando os ângulos laterais da esquerda estão Amós, Abdias e Jonas, sendo que Naum e Habacuc ocupam as posições correspondentes à direita.

A perfeita organização cenográfica dos Profetas de Congonhas é comparável a de um ato de balé. Germain Bazin observou que determinados profetas desempenham o papel de protagonista, subordinando a si os demais. A função do mestre, nesse balé, poderia ser atribuída a Abdias, de braço erguido e dedo em riste para o Céu.

 

Museu

Romaria
Localização: Alameda Cidade Matosinhos de Portugal, 153
Visitação: Seg a Sex  08:00 às 18:00 h
Sab e Dom 09:00 às 17:00 h

Construída em 1932, a antiga Romaria servia de hospedagem para os fiéis que vêm a Congonhas, de 7 a 14 de setembro, para as festas do Jubileu do Senhor do Bom Jesus. Em 1968, com exceção do portal de entrada, a pousada foi demolida para a construção de um hotel, o que acabou não acontecendo. Tombada em 1981, em 1995 foi totalmente reconstruída e hoje abriga um importante espaço cultural e turístico, como o Museu Sacro, Museu de Mineralogia, Sala da Memória, Sala de Matosinhos, Oficina de Artes e a FUMCULT (Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo).

 

Parque

Parque da Cachoeira
Localização: Av. Tenente Horácio Cordeiro, 5,5 Km (4 km de estrada de terra)
Visitação: Seg a Dom 07:00 às 18:00 h

Bastante freqüentado pelos habitantes da região, o parque possui uma área construída de 57 mil metros quadrados, 11 piscinas de água corrente e diversas áreas de esporte e lazer. Há também uma queda d'água com 35 metros de altura e piscina natural.

 

Onde Comemos e Onde Dormimos

As opções de pernoite e restaurantes na cidade não são muito boas. Preferimos então passar apenas um dia, e nos dirigir a outra cidade. Almoçamos no primeiro restaurante por quilo que nos agradou, um pouco. J

 

 

 

Mariana

Atrações

Igrejas

Pela própria escassez de tempo e também por já termos visitado tantas igrejas e, conseqüentemente, para cada uma delas um ingresso, visitamos apenas a primeira da lista.

  • Catedral Basílica da Sé

Erigida de 1711 a 1760, a igreja é considerada uma das mais ricas no Brasil e tem como destaque seu recém-restaurado órgão Arp Schnitger, adquirido por D. João V, rei de Portugal, em 1701. Este foi enviado à Mariana como presente pela sua elevação à Diocese.

Localização: Praça Cláudio Manoel
Visitação: Ter à Dom 07:00 às 18:00 h

Foi construída de 1763 a 1795 e possui sob seu piso 95 sepulturas, entre elas - entrada - a que abriga os restos mortais do pintor Manoel da Costa Athaide, falecido em 1837.

Localização: Praça Minas Gerais
Visitação: Ter à Dom 08:30 às 17:00 h

Com uma vista exuberante devido à sua posição privilegiada, a igreja tem destaque pelo seu acabamento externo diferenciado em relação às demais igrejas do barroco mineiro.

Localização: Rua Dom Silvério
Visitação: Externa
Igreja inaugurada em 1784.
Localização: Praça Minas Gerais
Visitação: Externa
Inaugurada em 1784.
Localização: Rua Dom Silvério, 300
Visitação: Seg à Sab 08:00 às 11:00 h e 13:00 às 16:00 h

Erigida de 1752 a 1758, apresenta forro da capela-mor pintado por Manoel da Costa Athaide.

Localização: Rua do Rosário
Visitação: Seg à Sex 09:00 às 17:00 h

 

Museus

Com construção inaugurada em 1770, abriga tanto obras de Aleijadinho e pinturas de Manoel da Costa Athaide como utensílios sacros em ouro e prata. O ingresso inclui também a visita no Museu do Mobiliário.

Localização: Rua Frei Durão, 49
Visitação: Ter à Dom 08:30 às 12:00 h e 13:30 às 17:00 h

Datada de 1782, abriga atualmente a Câmara de Vereadores.

Localização: Praça Minas Gerais, 89
Visitação: Seg à Dom 08:00 às 17:00 h

Construção datada do século XVIII, abriga objetos e obras do escritor.

Localização: Rua Direita, 35
Visitação: Ter à Sex 10:00 h às 17:00 h
Sab e Dom 09:00 às 15:00 h

Construção datada do século XVIII, abriga o Museu do Mobiliário.

Localização: Rua Direita, 50
Visitação: Ter e Qui 08:30 às 12:00 h e 13:30 às 17:00 h

Inaugurado em 1934, sua capela apresenta pinturas de Pietro Gentilli.

Localização: Rua Cônego Armando, 57
Visitação: Agendada

 

Onde Dormimos

Ficamos no Hotel Providência, localizado na Rua Dom Silvério, 233 - (0xx31) 3557 1444. O hotel é agradabilíssimo, com estacionamento coberto e descoberto e o melhor, com a possibilidade de conseguir um bom preço por pernoite. Vale a pena, especialmente pela construção antiga aonde o hotel se encontra. Antes nesta estava instalado o colégio interno.

 

 

 

Tiradentes

De todas as cidades históricas, considero esta uma das mais agradáveis. Realizamos o passeio com a maria-fumaça, ligando as cidades de Tiradentes e São João del Rei. Imperdível!

A foto ao lado é uma homenagem à mais uma pessoa muito gentil que conhecemos em nossa viagem, o Sr. José Damas. A casa da foto pertence à ele e também é seu estúdio. Logo que nos deparamos com as janelas da casa, já vemos expostos seus belos trabalhos. Ele retrata cenas da cidade de tiradentes em pequenas pedras, pedaços de árvores, telas e também cabaças. Pois é, foi o que você leu! Não escrevi palavrão não! Olha só o nome da planta! J Aliás são os trabalhos feitos nelas que estão dependurados nas janelas de sua casa em estilo colonial. 

Coloco aqui um cartãozinho deste admirável artista regional pra dar uma idéia de seus trabalhos. Vale a pena dar uma passada lá! Dia desses um turista americano se apaixonou pelas obras e acabou o levando para expor seus trabalhos nos Estados Unidos. Esperamos que muitas outras exposições venham, pois ele merece! J

 

Histórico

Ainda existe na cidade grandes exemplares de arquitetura civil do século XVIII, como o Sobrado Ramalho, localizado nos quatro cantos; o Sobrado do Aimorés Futebol Clube, na Rua Direita; o Prédio da Prefeitura, com suas sacadas de ferro batido e sótão; a casa no 114 da Rua Padre Toledo, com forros pintados, representando os cinco sentidos; a casa do Largo do Ó no 1, com forros pintados; e três casas com antigas janelas de rótula, na Rua Direita.

No território da antiga Vila de São José, nasceu em 1746, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, filho de Domingos da Silva Santos e Antônio da encarnação Xavier, propagador das idéias liberais da Inconfidência Mineira. O pai do alferes ocupou os cargos de vereador e almotacel - inspetor de pesos e medidas que fixava o preço dos gêneros alimentícios - na câmara da antiga Vila de São José.

O padre Carlos Corrêa de Toledo de Melo foi vigário na vila entre 1777 e 1789 e celebrou, em 1788, o batizado de João Damasceno, filho de Bárbara Heliodora e Alvarenga Peixoto. Comemorado com grande festa, o batizado tornou-se o primeiro encontro dos inconfidentes residentes na então Comarca do Rio das Mortes. Fracassada a revolta da Inconfidência e presos os seus participantes, revelou-se que entre eles, 12 eram naturais ou moradores da Vila de São José. Cônego Luiz Vieira da Silva, dono da mais importante Biblioteca de Minas Gerais naquela época, foi também vigário em São José. O padre Toledo, após a prisão de Tiradentes no Rio de Janeiro, ainda tentou levantar o ânimo dos companheiros e levar avante a revolta, mas não encontrou apoio e foi preso atrás da Serra de São José, quando fugia.

Origem e Breve História de Tiradentes

A cidade de Tiradentes foi fundada por volta de 1702, quandoos paulistas descobriram ouro nas encostas da Serra de São José, dando origem a um arraial batizado com nome de Santo Antônio do Rio das Mortes. O arraial, posteriormente, passou a ser conhecido como Arraial Velho, para diferenciá-lo do Arraial Novo do Rio das Mortes, a atual São João del-Rei.

No fim do século XIX, os republicanos redescobrem a esquecida terra de Joaquim José da Silva Xavier, o "Tiradentes", e fazem uma visita cívica à casa do vigário Toledo, onde se tramou a Inconfidência Mineira. Mas foi o inflamado Silva Jardim que, de passagem por São José, sugere em seu discurso que o nome da cidade fosse trocado para o do herói, em lugar de um rei português. Com a proclamação da república, por decreto do governo provisório do Estado, datado de 06 de dezembro de 1889, recebe a cidade o atual nome de Tiradentes. Após longos anos de esquecimento, o conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 20 de abril de 1938, e por isso conservado quase intacto até os dias atuais.

 

Atrações

Roteiro Turístico
Passeio de Trem Igreja Nossa Senhora das Mercês

Inaugurado por D. Pedro II em 1881 e com bitola de 76 cm (única no mundo), o trem ainda funciona ligando as cidades de Tiradentes e São João del-Rei. O passeio pode ser feito nos finais de semanas e feriados, em locomotivas a vapor - as famosas marias-fumaça -, fabricadas nos Estados unidos no início deste século. Além das duas estações construídas nos fins do século XIX, com peculiar arquitetura, existe ainda o Museu Ferroviário, onde podem ser vistos as oficinas e rotunda pertencentes à antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas. A viagem é feita ao longo do Rio das Mortes.

A igreja apresenta uma graciosa capela rococó do final dos século XVIII, com um único altar multicolorido, dois belos forros com pinturas em estilo rococó, cenas alusivas à Virgem Maria e belíssima imagem da padroeira. Pertencia a Irmandade dos Pretos Crioulos, ou seja, os pretos nascidos no Brasil. Toda a pintura da capela foi executada por Manoel Victor de Jesus, pintor mulato, falecido em 1828, e datada do início do século XIX. Imagens do século XVIII de São Gonçalo, São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato ornam a igreja.

Ponte Igreja de São João Evangelista

Apresenta duas arcadas romanas, construídas em pedra sobre o Ribeiro do Santo Antônio, em fins do século XVIII.

Capela pertencente à Irmandade dos Homens Pardos (mulatos), tem fachada simples e três altares em seu interior. Os altares laterais são de estilo rococó, datados do início do século XIX. O altar-mor possui fragmentos de talha em vários estilos. A igreja guarda um belo conjunto de imagens de um mesmo santeiro, sendo o seu calvário composto por peças de mais de dois metros de altura. Ali está enterrado o compositor capitão Manuel Dias de Oliveira. A capela só foi concluída no século XIX, quando foi aberta ao culto.

Matriz de Santo Antônio Santuário da Santíssima Trindade

Obra iniciada em 1710 e terminada em 1752, ano em que sua talha foi revestida de ouro, é um dos mais belos templos barrocos do Brasil. Possui sete altares de talha em estilo D. João V, um coro decorado com guirlanda à maneira de tribunas de teatro e um belo órgão rococó, instalado em 1788. O órgão foi comprado do organeiro Simão Fernandes Coutinho, na cidade portuguesa do Porto, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, por duzentos e dois mil réis. A caixa do órgão foi feita por Salvador de Oliveira e pintada por Manoel Victor de Jesus. No adro pode ser visto o relógio do sol, feito em 1785, por Leandro Gonçalves Chaves. A atual fachada da igreja, datada de 1810, foi construída por Cláudio Pereira Viana, com planta de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que cobrou dez oitavas e meia de ouro. A igreja possui também duas belas sacristias com pinturas de estilo rococó, de autoria de Manuel Victor de Jesus, arcas de cabiúna, com ferragem de prata. Há ainda a sala dos Sete Passos, com imagem da Paixão de Cristo, ricos lampadários datados de 1740, além de importantes imagens do século XVIII, que ornam os altares laterais da nave.

O prédio atual, que é datado de 1810/1822, foi feito sob planta de Manoel Victor de Jesus, e guarda imponente imagem de Deus Pai, vestido à maneira de papa da Idade Média, única no Brasil. Houve anteriormente uma pequena capela no mesmo local e, certamente, o Alferes Tiradentes, devoto da Santíssima Trindade, lá rezou e escolheu para a bandeira da nova nação, o triângulo, símbolo da Santíssima Trindade. A devoção à Santíssima Trindade foi instituída pelo ermitão Antônio Fraga. Existem ainda as capelas de São Francisco de Paula, Senhor Bom Jesus da Pobreza e Santo Antônio do Canjica, todos do século XVIII, além das cinco capelas de Passos da Paixão, com antidos retábulos e quadros referentes à Paixão de Cristo, destacando-se o da esquina da Rua Direita com o Largo do Sol.

Casa do Padre Toledo Monumento à Tiradentes

Atualmente o museu Padre Toledo, é uma construção do final do século XVIII, com esquadrias encantarias lavradas e sete forros pintados. Dentre estes, destaca-se aquele que representa os cinco sentidos, com figuras da mitologia grega. Nesta casa morou o padre Toledo, um dos cabeças da Inconfidência Mineira. Foi um dos locais onde se conspirou em 1789.

Localizado no largo das forras, foi o segundo monumento a homenagear o herói da inconfidência, construído em 1892, pelo povo tiradentino, quando se celebrou o centenário da morte do Alferes.


A Cidade e a Inconfidência Mineira
Casa da Câmara Cadeia Pública

Exemplar de arquitetura civil do século XVIII, com varanda ampla, acrescida nos finais do século, onde se destaca, na arcada central, um brasão em tarja rococó. Nesta casa, onde se reunia o senado da câmara, desde 1718, eram recebidos os imperadores e governadores que visitavam a cidade. Nela também funcionou o fórum, de 1890 a 1938.

Construída em 1833 e 1845, no local da velha cadeia incendiada, é um prédio sólido e austero. Com janelas de cantaria protegidas por pesadas grades, está hoje aberta ao público para visitação.

Chafariz de São José Igreja Nossa Senhora do Rosário

Construído em 1749 pela câmara, tem pátio cercado por uma mureta de pedra com bancos. Possui três fontes, uma para abastecer a população, outra para lavadeiras e a última para bebedouro de cavalo. O chafariz guarda na sua fachada barroca uma rara imagem de São José, pesadíssima e em terracota do século XVIII. No centro da fachada existe um brasão de armas do reino de Portugal em arenito. A água que abastece o chafariz vem canalizada em aqueduto de pedra desde o Bosque da Mãe D'água.

Construída em cantaria (pedra), em contraste com a capela primitiva, a igreja tem três altares de talha datados de meados do século XVIII e os santos negros Benedito, Antônio de Cartagerona e Elesbão. O teto da capela-mor, em pintura de perspectiva, representa a padroeira e integra o rosário de São Francisco e São Domingos. A pintura da nave, de autoria de Manoel Victor de Jesus, datada de princípios do século XIX, representa os quinze mistérios do rosário. Na bela fachada de cantaria, datável de meados do século XVIII, está a imagem de São Benedito, também padroeiro da Irmandade dos Pretos Cativos (escravos).


Roteiro Ecológico
Serra de São José Caminhada Tiradentes-Águas Santas

Trata-se de um maciço rochoso que protege como uma muralha a cidade de Tiradentes. Seu nome liga-se ao antigo nome da Vila de São José. É constituída de arenito e filito e externamente rico em espécies vegetais, sendo algumas endêmicas. No topo existe vegetação do tipo campo rupestre ou de altitude, no sopé e na vertente voltada para Tiradentes, os remanescentes da Mata Atlântica, e na vertente oposta, vegetação de cerrado. A Serra de São José pertence à área de preservação ambiental a nível estadual.

Caminhada que transpõe a serra, entrando pelo Pacu, atravessando o córrego do Mangue, onde começa um calçamento construído entre 1893/94, descendo por um declive acentuado até o Balneário de Águas Santas.No caminho, logo após o Mangue, é possível ver os remanescentes de um mundéu - antiga barragem para lavagem de ouro.

Balneário de Águas Santas Calçadas

Atrás da Serra de São José, localiza-se o balneário de Águas Santas, contando com parque com piscina, campo de futebol, lago, play-ground, hotéis e restaurantes. A água da região é radioativa, útil no tratamento de muitos males, e apresenta temperatura superior à ambiente. O balneário existe desde a segunda metade do século XIX e pertence à municipalidade, tendo sido doado ao estado em 1959.

Partindo de Tiradentes, segue-se pelo bairro do Cascalho, Sítio do Ipê e sobre a Serra, através de um caminho calçado, construído no século XVIII. Este caminho antigamente levava à Laje (hoje Resende Costa), para alcançar a "Picada de Goiás". Este é um dos mais bonitos e bucólicos passeios da região, com bela vegetação e excelente vista do alto da Serra. No alto da Serra existe uma cruz, que assinala a morte de um viajante. Em 1823, esta cruz já existia ali há muito tempo e já não se sabia quem lá havia morrido. Conta a tradição que seria um mensageiro, levando mensagem importante, que fora assassinado para interceptar a mensagem. A antiga tradição manda que cada pessoa que por lá passe, jogue uma pedra ao pé da cruz, para aliviar a alma do falecido. O monte de pedregulhos já é bem grande.

Mãe D'Água Mangue e Cachoeira

Pequeno passeio ao bosque da Mãe D'Água é recomendado para quem não quer fazer muito esforço. Em 20 minutos ou meia hora de caminhada, é possível se conhecer a Matinha localizada atrás do Chafariz, até as caixas de captação de água, construídas em 1749. É tradicionalmente um dos passeios preferidos pela população de Tiradentes.

O Córrego do Mangue nasce no alto da chapada da Serra, desde entre os dois maciços rochosos, desembocando na Cachoeira do Bom Despacho. A trilha para o Mangue é a mesma que vai para Águas Santas até o alto da Serra. A partir daí, é interessante descer ao longo do curdo d'água até a cachoeira na margem da estrada velha São João-Tiradentes. A cachoeira pode ser alcançada de carro em 10 minutos em estrada não pavimentada.

Em Tiradentes pode-se encontrar artesanato em madeira, pedra sabão, latão, folha de flandres, tecelagem, prata de boa qualidade, originários de toda região.

Os doces mineiros também podem ser degustados em diversas casas, entre eles, canudo de doce de leite, doce de leite, ambrosia, biscoite de amendoim, pé de moleque. A culinária local possui pratos mineiros tais como feijão tropeiro, tutu mineiro, frango ao molho pardo, frango com quiabo e o típico frango com "ora pro nobis" (erva trepadeira com grande teor nutritivo).

 

Onde Dormimos

Em termos de hospedagem, a cidade é caríssima se comparada com todas as demais que ficamos durante nossa viagem. A mais barata que encontramos, e obviamente a que tivemos que escolher de olhos fechados, foi a Pousada São José da Serra - (0xx32) 3355 1112. Recomendamos dar uma passada no escritório de Informações Turísticas, pois lá eles possuem a lista de hotéis e pousadas da cidade com seus respectivos preços.

 

 

São João del Rei

Passeamos pela cidade durante o período de parada da maria-fumaça vinda de Tiradentes, cidade de onde partimos. A parte histórica da cidade de São João del Rei já não está mais tão preservada.

Atrações

Igrejas

  • São Francisco de Assis - Datada de 1774, o cemitério em anexo à igreja abriga o túmulo do ex-presidente Tancredo Neves.

  • Catedral Nossa Senhora do Pilar

  • Nossa Senhora do Carmo

  • Nossa Senhora do Rosário

  • Nossa Senhora das Mercês

 

Museus

 

Construções Históricas

 

 

 

São Thomé das Letras

História

João Antão, escravo da fazenda Campo Alegre, cansado de ser castigado por seu senhor, fugiu e se escondeu em uma gruta, no alto da serra, onde passou a viver da pesca e dos frutos e raízes da região. Certo dia, um senhor de vestes brancas apareceu para o escravo e escreveu um bilhete, dizendo que se ele o entregasse a seu amo, este o perdoaria. João Antão era analfabeto e, mesmo não sabendo o conteúdo da mensagem, voltou para a fazenda e a entregou para o capitão João Francisco, dono da fazenda Campo Alegre. Ao ler o bilhete, o capitão lhe ordenou que o levasse até a gruta, onde encontraram uma imagem de São Thomé, entalhada em madeira. 

João Francisco, homem profundamente religioso, recolheu a imagem e a levou para casa. A imagem sumiu e reapareceu na gruta por várias vezes. Acreditando ser um milagre, o capitão mandou erguer uma capela, onde, em 1785, foi construída a Igreja Matriz. Somente em 1962 foi criado o Município de São Thomé das Letras, que ganhou foros na cidade e é formado apenas pelo distrito sede.

 

Clima e a extração de pedras

São Thomé das Letras fica a 1.444 m do nível do mar e é a quarta cidade mais alta do país. Devido a esse fato, os dias são geralmente quentes e as noites frias, com ventos cortantes.

A principal atividade econômica da cidade é a extração de pedras, utilizadas especialmente em revestimentos em geral. Estas pedras são também exportadas e usadas para revestimentos de abrigos antinucleares em diversos países. No Japão, elas são utilizadas como base para pontes, viadutos e edifícios. Durante terremotos, as pedras se movimentam na base das construções, evitando o desmoronamento. As principais ocorrências são de quartzito branco, amarelo, rosa e verde.

Os primeiros habitantes da cidade empregavam o quartzito abundante da região para erguer suas construções. Por esse motivo, as construções em pedras são características da cidade e atraem arquitetos de todo o Brasil com o objetivo de resgatar a antiga arte de encaixe e empilhamento.

Acabamos descobrindo um fato interessante, que mostra como interesses comerciais ultrapassam os interesses históricos da comunidade. Conversando com artesões locais, que utilizam telhas de antigos casarões coloniais locais para trabalhos artísticos, descobrimos que as pedreiras da região são responsáveis pela demolição dos mesmos. A suposta razão disso seria evitar que os moradores não se dirijam para o setor turístico, que poderia ser incentivado através da utilização desses casarões para tanto, mas que permaneçam trabalhando na extração das pedras.

 

Lendas

A cidade de São Thomé das Letras é cercada por uma aura de mistério. Muitos acreditam que esta é uma das sete cidades escolhidas para abrigar uma nova civilização, após o juízo final, bem como muitos atribuem a cidade como abrigo de fenômenos ufológicos. O misticismo acerca de São Thomé das Letras vem de tempos antigos, através das lendas contadas pelos habitantes ao longo dos tempos.

A "Toca da Saudade" tem uma história verdadeira de amor. Morava em São Thomé das Letras uma família nativa do lugar, cujo chefe foi acometido pela hanseníase. Foi necessário separá-lo dos familiares. Ele ficou sozinho na grande casa enquanto a família foi morar em Três Corações. Contam que esse senhor passava horas debaixo dessa toca, olhando a cidade de Três Corações e que ali, muitas vezes, chorava e falava sozinho. Com certeza sentindo "saudade" de seus familiares. A toca, segundo informações, fio cuidadosamente desmontada e remontada em uma mansão em São Paulo.

Chico Taquara morava em uma gruta próxima da cidade e era conhecido pelas curas milagrosas que fazia, além de ser famoso por conversar com os animais. Chico Taquara se tornou uma lenda viva. Quando caminhava pelas ruas do povoado, levava suas poucas reses e, na hora de entras nas vendas, riscava um círculo no chão. Os animais não saíam do círculo. Quanto batia palmas, os passarinhos pousavam sobre sua cabeça e ombros. Um dia ele desapareceu. Há quem diga que ainda está vivo, escondido em uma das grutas da região. De acordo com esotéricos, Chico Taquara era um enviado de uma civilização intraterrena e retornou ao interior da Terra, após ter cumprido sua missão.

 

Atrações

Logo ao entrar na cidade, o que chama mais a atenção são os calçamentos feitos em pedras de grandes dimensões provenientes das extrações de pedra na região.

As principais atrações turísticas da cidade ficam por conta das lojas de artesanato, com destaque aos objetos realizados com pedras da região; da Igreja Matriz, em estilo Barroco Mineiro; e da Igreja do Rosário.

Pedra da Bruxa
Localizada dentro da cidade, é ponto ideal para se admirar o pôr-do-sol.
Mirante
Construído para a observação da paisagem de São Thomé das Letras.
Cruzeiro e Pirâmide
A Pirâmide, construída em pedra, fica ao lado do Cruzeiro, que é o ponto mais alto da cidade.
Gruta Carimbado
Caverna que, segunda a lenda, vai dar em Machu Pichu, no Peru. Ali poderá se curtir a Ladeira do Amendoim, onde o carro sobe desligado.
Shangrilá
Localizado à 17 km da cidade, possui diversas inscrições rupestres.
Vale das Borboletas
Local bastante famoso e freqüentado, fica à 4 km da cidade.
Cachoeira Véu de Noiva
Contam que ali, em determinada época, aparece uma mulher loira muito bonita, cantando nua uma música com um linguajar desconhecido.
Cachoeira Paraíso
Local calmo, localizado abaixo da Cachoeira Véu de Noiva.
Cachoeira do Flávio
Local ideal para crianças e terceira idade. Oferece uma ducha espetacular.
Cachoeira Eubiose
Cachoeira que não oferece perigo uma vez que não é profunda.
Cachoeira da Lua
Localiza-se no caminho da estrada que liga São Thomé das Letras à Sobradinho, km 7.
Cachoeira da Chuva
Recomenda-se muita cautela por ser uma cachoeira muito escorregadia.
Caverna do Labirinto
A 12 km de São Thomé das Letras, fica no caminho de Sobradinho.
Caverna do Sobradinho
Os turistas entram sem riscos e saem numa pequena cachoeira de água potável. É necessário levar velas ou lanternas e fica à 16 km de São Thomé das Letras.
Caverna da Bruxa
É uma caverna sinuosa, sendo recomendado se levar cordas e lanterna.
Lavarejo
É um local maravilhoso e pouco visitado, a 24 km de São Thomé das Letras.

 

Onde Dormimos

A cidade possui uma oferta incrivelmente vasta de pousadas e locais para hospedagem. Existem opções para todos os bolsos. Ficamos na Pousada Novo Horizonte - (0xx35) 237 1239.